Saudações! Por estes tempos estou embrenhado na leitura de clássicos da Literatura. Aí vocês perguntam: "Ué, mas você não é músico?" Acontece, gente, que a Música e a Literatura não estão tão longe assim. Bem, mas se eu for justificar aqui, vou acabar escrevendo uma tese sobre a relação entre Música e Literatura (o que, aliás, o nosso Mário de Andrade defendeu muito bem). De qualquer modo, digo que estou tirando muito proveito dos conhecimentos adquiridos. (Esse é um ponto fundamental) Independente de preconceitos, acho que nós devemos encarar todos os tipos de arte como complementares uns dos outros, formando assim um todo que acaba por definir o que é o ser humano. Prestem atenção: a Literatura ajuda a aguçar a nossa sensibilidade, e até a ver o mundo de outro jeito. A Literatura, longe de ser uma arte esquizofrênica, tem uma função social muito importante (lembrem do Castro Alves e a campanha abolicionista...) Essa estória de separar Música e Literatura como inimigos é coisa de gente que só é sensível a dinheiro. Bem, espero ter dado um bom recado. Procurem perceber a harmonia das palavras da Língua Portuguesa...
quinta-feira
terça-feira
A prosa seca de Graciliano Ramos
Graciliano Ramos, um dos mais importantes escritores da nossa literatura. Escrita seca, áspera, agressiva. Seus romances, não muito longos. Fazia na prosa algo que João Cabral de Melo Neto fazia na poesia: tinha a rara habilidade de expressar muita coisa com poucas palavras. Há uma constante busca do significado da alma e do pensamento humanos. Nas suas narrativas, existe uma tensão crescente entre os personagens. A visão negativista do autor transforma as pessoas em bichos. Em Vidas secas, talvez a única criação em que o autor demonstra alguma compaixão humana, o personagem mais humano, na minha opinião, é justamente a cachorra Baleia. Na obra do escritor alagoano, há também espaço para críticas sociais, como no já citado Vidas secas e principalmente em Memórias do cárcere. Neste há duras críticas à política brasileira, críticas que ainda são atuais. Naquele está presente a denúncia da situação cruel pela qual passam os retirantes da seca do sertão nordestino - o que aliás, passados quase 70 anos do romance, ainda não mudou. Enfim, há dezenas de coisas na densa obra de Graciliano Ramos, que se eu fosse falar aqui não ia ter espaço. Leiamos seus livros:Angústia
Vidas secas
São Bernardo
Memórias do Cárcere
entre outros...
Site oficial de Graciliano Ramos: www.graciliano.com.br
domingo
Banda de Pífanos de Caruaru
A Banda de Pífanos é massa. É terra de engenho de cana-de-açúcar. É terra de sertão brabo.É moura, índia, portuguesa. É o som cru e seco do dia-a-dia do povo. Sensibilidade rústica. Hércules-Quasímodo. Minúscula e enorme. Deus e o Diabo. É identidade, carteira de motorista, título de eleitor, CPF. É Pernambuco e é Brasil.terça-feira
Noite de S. João, de Jorge de Lima (Poemas, 1927)

Vamos ver quem é que sabe
soltar fogos de S. João?
Foguetes, bombas, chuvinhas,
chios, chuveiros, chiando,
chiando,
chovendo
chuvas de fogo!
Chá - Bum!
O delegado proibiu bombas, foguetes, busca-pés.
Chamalotes checoslovacos
soltar fogos de S. João?
Foguetes, bombas, chuvinhas,
chios, chuveiros, chiando,
chiando,
chovendo
chuvas de fogo!
Chá - Bum!
O delegado proibiu bombas, foguetes, busca-pés.
Chamalotes checoslovacos
enchem o chão
de chamas rubras.
Chagas de enxofre chinesas
chiam,
chiam,
choram,
cheiram,
numa chuva de chispas
chispas de todos os tons,
listas de todas as cores
e no fim
sempre um
Tchi - Bum!
Fogueira! Fogueira!
A menina bonita
saltou a fogueira
de meus olhos
Meus olhos ficaram
cheios de fumaça de sonho!
Trecho do poema Noite de S. João, de Jorge de Lima (Poemas, 1927)
quarta-feira
Festival inédito reúne gerações de guitarristas em SP
SÃO PAULO - Um encontro de diversas gerações de guitarristas vai agitar o bar Ao Vivo Music, em São Paulo, de hoje até sábado. O local abriga o 1º Festival História da Guitarra, que reunirá brasileiros consagrados no instrumento, como Heraldo do Monte, Hélio Delmiro, Faíska, Michel Leme e Olmir Stocker. O idealizador do evento é o guitarrista Marcelo Jesuíno, diretor artístico da casa. "Percebi que alguns nomes que iniciaram a história da guitarra no Brasil ainda estão vivos e mereciam ser homenageados. Conversei com um amigo meu e resolvemos uni-los aos músicos de hoje. É um encontro de gerações da guitarra", explica Jesuíno.
Serão dois shows por noite, sempre às 21h. O primeiro a se apresentar é o violonista, guitarrista, arranjador e compositor Conrado Paulino, que já acompanhou artistas como Rosa Passos, Alaíde Costa, Johnny Alf, Zimbo Trio e Paulinho Nogueira. A outra atração fica a cargo de Olmir Stocker. O multiinstrumentista, conhecido como Alemão, começou a trabalhar com a turma da Jovem Guarda. Depois juntou-se ao saxofonista Casé e a Hermeto Pascoal na banda Brasilian Octopus.
Amanhã, quem abre o evento é Duca Belintani. Há 23 anos atuando como músico e professor, acabou de lançar o disco solo Conduzir, em que mistura jazz, blues, samba e rock. Depois, é a vez do guitarrista Faíska, que toca desde os 17 anos e já acompanhou gente de alto calibre como Fagner, Ney Matogrosso e Rita Lee. Na sexta-feira, Michel Leme faz a abertura. Na mesma noite, Heraldo do Monte mostra o seu som. A ''lenda'' nacional da guitarra tocou ao lado de Walter Wanderley, Dick Farney e Dolores Duran, além de integrar a Orquestra da TV Tupi. Gravou também com Elis Regina, Quinteto Violado, Zimbo Trio, entre outros.
Para fechar o festival, Edu Letti faz a abertura do show de Hélio Delmiro. Com 42 anos de carreira, Delmiro é um dos músicos mais requisitados pelos principais nomes da MPB. Já tocou em diversos festivais de jazz na Europa, o que resultou no convite para gravar com Sarah Vaughan o disco Som Brasileiro. Ainda participou de shows e discos de Milton Nascimento, Beto Guedes e Wagner Tiso. Apresenta standards do jazz e temas de Tom Jobim. As informações são do Jornal da Tarde
AE - Agencia Estado
Serão dois shows por noite, sempre às 21h. O primeiro a se apresentar é o violonista, guitarrista, arranjador e compositor Conrado Paulino, que já acompanhou artistas como Rosa Passos, Alaíde Costa, Johnny Alf, Zimbo Trio e Paulinho Nogueira. A outra atração fica a cargo de Olmir Stocker. O multiinstrumentista, conhecido como Alemão, começou a trabalhar com a turma da Jovem Guarda. Depois juntou-se ao saxofonista Casé e a Hermeto Pascoal na banda Brasilian Octopus.
Amanhã, quem abre o evento é Duca Belintani. Há 23 anos atuando como músico e professor, acabou de lançar o disco solo Conduzir, em que mistura jazz, blues, samba e rock. Depois, é a vez do guitarrista Faíska, que toca desde os 17 anos e já acompanhou gente de alto calibre como Fagner, Ney Matogrosso e Rita Lee. Na sexta-feira, Michel Leme faz a abertura. Na mesma noite, Heraldo do Monte mostra o seu som. A ''lenda'' nacional da guitarra tocou ao lado de Walter Wanderley, Dick Farney e Dolores Duran, além de integrar a Orquestra da TV Tupi. Gravou também com Elis Regina, Quinteto Violado, Zimbo Trio, entre outros.
Para fechar o festival, Edu Letti faz a abertura do show de Hélio Delmiro. Com 42 anos de carreira, Delmiro é um dos músicos mais requisitados pelos principais nomes da MPB. Já tocou em diversos festivais de jazz na Europa, o que resultou no convite para gravar com Sarah Vaughan o disco Som Brasileiro. Ainda participou de shows e discos de Milton Nascimento, Beto Guedes e Wagner Tiso. Apresenta standards do jazz e temas de Tom Jobim. As informações são do Jornal da Tarde
Informações: (011) 5052-0072 ou
www.aovivomusic.com.brAE - Agencia Estado
segunda-feira
Mais uma peça (pequena mensagem de Ano-Novo)

A Vida é um Quebra-cabeças. Uma pergunta com infinitas respostas. Uma sinfonia que possui vários meios de continuar, ou terminar. E um ano é apenas um segundo dentro do ciclo interminável do Relógio. E a gente se pergunta: "Por que estamos aqui?" Se estamos aqui, é para alguma coisa. Tão pequenos somos, e podemos ser tantas coisas nesse pequeno instante.
A Vida não começa nem termina: passa. Morte, não há. Tolstói morreu, mas o que ele fez, não. Ele está morto?
Um ano que passa e um ano que vem, é um passo dentro de uma grande dança, um movimento de uma sonata, uma peça no Quebra-cabeças, um capítulo de romance, um amor perdido... Pode ser também apenas um papel amassado no lixo, um lápis quebrado. Bom ou ruim, nele aprendemos alguma coisa. Aprendizado. E nada nunca está totalmente feito. Tudo é integrado ao Espaço Infinito. Nada é em vão. Se existe Deus, nada é em vão. Feliz 2008 a todos e todas.
Lá em cima, Yellow-Red-Blue (1925), de Kandinsky, artista que sabia tudo o que eu falei. (E o que eu sei?)
Saiba sobre Kandinsky
Um ano que passa e um ano que vem, é um passo dentro de uma grande dança, um movimento de uma sonata, uma peça no Quebra-cabeças, um capítulo de romance, um amor perdido... Pode ser também apenas um papel amassado no lixo, um lápis quebrado. Bom ou ruim, nele aprendemos alguma coisa. Aprendizado. E nada nunca está totalmente feito. Tudo é integrado ao Espaço Infinito. Nada é em vão. Se existe Deus, nada é em vão. Feliz 2008 a todos e todas.
Lá em cima, Yellow-Red-Blue (1925), de Kandinsky, artista que sabia tudo o que eu falei. (E o que eu sei?)
Saiba sobre Kandinsky
terça-feira
A Nona sinfonia de B e e t h o v e n
b e e t h o v e n (1770-1827)
A Nona sinfonia, obra de música erudita inscrita no período romântico, foi a última dentre aquelas compostas por Ludwig van Beethoven. Foi apresentada pela primeira vez em 7 de maio de 1824, no Kärntnertortheater, em Viena, na Áustria. O regente foi Michael Umlauf, diretor musical do teatro, e Beethoven - dissuadido da regência pelo estado implacável de sua surdez - teve direito a um lugar especial junto ao maestro. Esta foi a primeira sinfonia na história a utilizar a voz humana, que figura no quarto movimento, com um coro e quatro solistas, sobre a poesia, modificada por Beethoven, do original de Friedrich Schiller "Ode an die Freude" (Ode à Alegria). Este movimento, assim como uma versão modificada do poema de Schiller, foi escolhido como Hino da União Européia, pela síntese que faz de ideais clássicos ligados ao Humanismo, à Fraternidade, à Liberdade e à Igualdade. A Nona sinfonia, opus 125, é provavelmente a mais conhecida e popular obra da música erudita européia, sendo possível encontrar referências diretas e indiretas a ela em diversas manifestações da cultura pop (um exemplo famoso é o papel importante que possui no desenvolvimento da trama de Laranja mecânica, um romance de Anthony Burgess e um filme homônimo de Stanley Kubrick). O tema principal do quarto movimento comumente é reconhecido por muitas pessoas que desconhecem a obra de Beethoven, ou mesmo não sabem que se trata de uma sinfonia, pelo fato de terem-na ouvido em situações diversas. Pela notoriedade que possui, é muito comum ouvir pessoas referindo-se a ela simplesmente como "a Nona", de forma que a omissão do nome do autor não impede o interlocutor de saber a que se refere. Ela é executada hoje exatamente como foi definida por Beethoven, graças a introdução do metrônomo. Fonte
Pascal: a contradição de ser humano.

Pensar, pensar, pensar... Para que tudo isso? Por que o homem não se conforma com a sua própria contradição? Por que vive sempre a buscar mais e mais aquilo que não conhece? Pascal foi um dos que descobriu isso tudo. Foi apenas mais um que soube que o ser humano está perdido. Mas sabia que há esperança, e que o homem pode colocar sua fé em tudo o que faz. Isso é o que nos salva, meus amigos.
Saiba mais sobre Blaise Pascal
segunda-feira
Franz Liszt (1811-1886)
22 de 1811. Nascimento do compositor húngaro Ferenc Liszt (1811-1886), em Raiding, na Húngria. Será conhecido pela tradução alemã do seu nome - Franz Liszt.Contam que certa vez, durante uma recepção em um palácio, o chapéu de Liszt caiu, rolando escada abaixo. Uma princesa russa, aproximando-se de Lizst, exclamou: "Oh, seu chapeu caiu, senhor!". Ele respondeu: "Deixe! Por causa de seu encanto já perdi a cabeça, de modo que o chapéu não me serve mais". Assim era Liszt. Amado pelas mulheres, admirado pelos homens, Franz - ou Ferenc, em húngaro - nasceu a 22 de outubro de 1811, em Haiding, na Hungria. Seu pai era administrador da famosa família Esterházy, para que o músico Joseph Haydn trabalhou toda sua vida. Seu talento precoce ao piano surpreendeu a nobreza local. Ao tentar entrar para o conservatório de Paris, foi impedido pelo diretor "por ser estrangeiro". O diretor era o italiano (?) Luigi Cherubinni... Sem se abater, estuda com professores particulares. Festejado como virtuose, foi para Viena, a fim de aperfeiçoar seus conhecimentos. Estudou com Antonio Salieri e Carl Czerny, este último, por sua vez, aluno de Beethoven...Continua aqui
sábado
Frédéric Chopin (ler mais)

Frédéric Chopin, forma afrancesada do nome Fryderyk Franciszek Chopin, em polonês, nasceu em Żelazowa Wola, Polônia, 1 de Março de 1810 — Paris, 17 de outubro de 1849) foi um dos maiores compositores para piano e o mais conhecido compositor polaco. Filho do professor francês Nicolas Chopin, que dava aulas de língua e literatura francesa, e da polaca Justyna Krzyzanowska, que tocava o piano.
Iniciou aulas de piano aos seus sete anos com o professor Wojciech Żywny e nesta altura compôs suas primeiras Polonaises. O primeiro concerto público deu-se no ano de 1818, tendo apenas 8 anos de idade na época.
Estudou musica no Conservatório de Varsóvia e durante este período, tornou-se ativo participante da vida musical de Varsóvia. Assistiu aos concertos de Paganini bem como a óperas no Teatro Nacional de Varsóvia (Don Giovanni, Barbeiro de Sevilla), e compôs as Variações em Si bemol Maior sobre um motivo da ópera Don Giovanni e uma série de Rondós baseados em motivos lúdicos.
Deixou a Polônia no dia 2 de Novembro de 1830 e seguiu para Paris com vinte e um anos de idade e nunca regressou.
Chopin dedicou toda sua obra ao piano, com exceção de uma ou duas peças para violoncelo, um trio de câmara, os dois concertos para piano e algumas canções. Assim, seu nome ficou internacionalmente ligado ao do instrumento, de forma que é impossível fazer uma história da música para piano sem Fryderyk Chopin (chopén).
A música de Chopin tem na maioridade suas origens no folclore polonês. Este facto não era compatível com o ambiente político na Polônia, que estava na altura e durante cerca de 100 anos sobre ocupação do Czar da Russia. (ler mais)
Iniciou aulas de piano aos seus sete anos com o professor Wojciech Żywny e nesta altura compôs suas primeiras Polonaises. O primeiro concerto público deu-se no ano de 1818, tendo apenas 8 anos de idade na época.
Estudou musica no Conservatório de Varsóvia e durante este período, tornou-se ativo participante da vida musical de Varsóvia. Assistiu aos concertos de Paganini bem como a óperas no Teatro Nacional de Varsóvia (Don Giovanni, Barbeiro de Sevilla), e compôs as Variações em Si bemol Maior sobre um motivo da ópera Don Giovanni e uma série de Rondós baseados em motivos lúdicos.
Deixou a Polônia no dia 2 de Novembro de 1830 e seguiu para Paris com vinte e um anos de idade e nunca regressou.
Chopin dedicou toda sua obra ao piano, com exceção de uma ou duas peças para violoncelo, um trio de câmara, os dois concertos para piano e algumas canções. Assim, seu nome ficou internacionalmente ligado ao do instrumento, de forma que é impossível fazer uma história da música para piano sem Fryderyk Chopin (chopén).
A música de Chopin tem na maioridade suas origens no folclore polonês. Este facto não era compatível com o ambiente político na Polônia, que estava na altura e durante cerca de 100 anos sobre ocupação do Czar da Russia. (ler mais)
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